Artistas

Fernanda Machado – RJ

Fernanda estudou Artes Plásticas na UFRJ. Nas disciplinas que cursou aprendeu sobre manifestações artísticas da cultura ouvinte, mas tinha vontade de fazer adaptações dos conceitos aprendidos para a cultura surda, com o objetivo que os ouvintes também conhecessem o mundo surdo.

Os surdos nas escolas conhecem a arte desenvolvida por ouvintes mas não sabem o que isso significa para os surdos. A arte também pode ser usada para representar o mundo dos surdos? É importante que eles saibam o valor da arte. Há muitos artistas ouvintes que são famosos, mas grandes pintores e artistas surdos existiram, mas não são muito conhecidos. Ficaram esquecidos no tempo. Fernanda pesquisou sobre eles. Um dos seus objetivos é divulgar esses nomes, e fazer com que os surdos entendam o sentido de estudar arte. Gerar neles um novo sentimento, uma nova visão sobre sua cultura, uma arte nova!

Trabalha há dois anos com crianças surdas, e elas já compreendem que a arte desenvolvida por ouvintes e que elas estudam também pode ter sentido para eles. A arte também pode ser usada para representar a cultura surda. Agora, com a inauguração da exposição de arte surda, as representações da cultura surda através da arte podem ganhar visibilidade.

A exposição “Arte Surda” expõe obras da artista plástica, atriz e poetisa surda Fernanda Machado.

As telas e esculturas são fruto de sua sensibilidade e percepção artística dentro da cultura visual e gestual da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), tendo como objetivo revelar ao público um pouco da experiência cultural dos surdos brasileiros.

Fernanda Machado é formada em Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e atualmente estuda Letras-Libras pelo Ensino à Distância da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Ponto de Cultura – Projeto Palavras Visíveis – Coordenado pelo Grupo Moitará – RJ

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O Ponto de Cultura é uma ação do Governo Federal que faz parte do Projeto Cultura Viva. São diversos os Pontos de Cultura espalhados por todo país, promovendo e dando visibilidade a iniciativas de diferentes comunidades, legitimando a riqueza da diversidade cultural brasileira.

Capacitação técnica para atores Surdos com a linguagem da Máscara Teatral – Ponto de Cultura

A Máscara Teatral, como a Surdez, transmite as experiências de vida por um canal visual, sem se apoiar em bases de oralidade, mas em uma linguagem que é, antes de tudo, construída corporalmente. As afinidades entre essas duas naturezas de discurso (a Máscara e a expressão do Surdo) é um potencial importante a ser desenvolvido como estratégia para uma integração social e cultural que toda nação busca.

A formação de uma linguagem corporal capaz de transcender os limites e refletir sobre a questão autoral e representativa é, para todo artista, fundamentalmente para o Surdo – que fala com o corpo e ouve com os olhos – uma necessidade de ser humano e um direito enquanto cidadão, que procura o desenvolvimento e afirmação cultural.

PALAVRAS VISÍVEIS: Capacitação técnica para atores surdos com a linguagem da Máscara Teatral é um projeto inédito na cena teatral brasileira – se configura como uma nova frente de iniciativa sócio-cultural, que busca a alteração do quadro de exclusão do Surdo visando a sua integração e afirmação identitária.

Até então, não existia no Brasil uma iniciativa de formação expressiva e continuada na área teatral para atores Surdos.

A Máscara Teatral é um instrumento pedagógico e artístico de grande importância na formação do ator. Através do jogo com a máscara ele experimenta os fundamentos que regem sua arte. E, como a máscara não utiliza a fala como suporte primeiro, mas toda uma construção corporal na veiculação das artes cênicas, ela se torna, por natureza, um recurso fundamental para se construir uma codificação metodológica importante para a formação do ator Surdo.

Este projeto dará ferramentas para que os atores Surdos, através da linguagem da Máscara Teatral adquiram instrumentos para uma profissionalização artística, formando multiplicadores de atores-artesãos, fomentando reflexões, formando platéias, ampliando a rede de informações e trocas entre os ouvintes e os não ouvintes.

Neste sentido, acreditamos que o teatro é um importante veículo para que os Surdos possam se manifestar e serem incluídos na sociedade de forma igualitária, oferecendo as mesmas competências que recebem os atores ouvintes, buscando uma interação entre, ouvintes e não ouvintes, no cenário cultural de todo o mundo.

Cia Arte e Silêncio – SP

Espetáculo Teatral “MIL EM UM”

O Palhaço/Mimico tira vários objetos de sua mala e começa a contar histórias relacionadas a eles. Chama a atenção da garotada narrando contos infantis, distribui balas, brinca com eles e deixa todo mundo alegre, depois tem mais um momento de fábulas, se despede e vai embora. Com isto as crianças rompem barreiras e preconceitos e começam a sentir que todos têm o direito de ser feliz, mesmo com as diferenças que nos cercam.

Rimar Romano Segala

Filho do ator surdo Antonio Segala, Rimar Romano iniciou sua carreira ainda criança. Em 1992, ingressou no curso de teatro no Instituto Santa Teresinha, em São Paulo, ficando até 1998, quando se formou. No Instituto, trabalhou intensamente nas produções Hallowen e Drama em Histórias Bíblicas, com direção de Regina Botta, entre outros trabalhos.

Entre 2003 e 2004, Rimar atuou intensamente em filmes publicitários e institucionais, destinados a surdos e ouvintes, entre eles um comercial da Vivo, e participou do curta-metragem Sinais de Sonho, dirigido por Billy Castilho.

Em 2003, fundou a Companhia Arte & Silêncio, junto com sua irmã Sueli Ramalho, também surda. Foi nesta companhia, da qual participa até hoje como ator, clown e mímico, que criou o espetáculo Orelha, abordando a inclusão social de surdos, a cultura surda e Libras. Orelha continua a ser apresentado até hoje em escolas, praças, teatros, seminários e congressos, entre outros espaços.

Em 2004, fez curso de clown, no Espaço Folias D´Arte, com Beth Dorgam.

Em 2005, Rimar fez curso de pantomima com Luciano Fraga. Junto com Luciano, criou o espetáculo de mímica Manu Narrare, que apresenta até hoje.

Com Victor de Seixas, fez curso de Mímica Corporal Dramática, em 2006, mesmo ano em que criou o espetáculo de rua Mil em Um.

Em 2007, Rimar participou do curso Mimo Corpóreo, com Leela Alaniz, no SESC Consolação.

Com a Cia Arte & Silêncio, criou o espetáculo Os palhaços na escola, que aborda a questão da surdez, cultura surda e Libras dentro da sala de aula. A peça tem sido apresentada em diversos escolas, sensibilizando alunos, pais, professores e funcionários sobre a inclusão. Criou também o espetáculo Os Palhaços no RH, que tem sido apresentado em empresas para sensibilizar empresários e funcionários.

Rimar participou, junto da Cia.2Nós, do projeto Diálogo Físico – A Criação Teatral pela Comunidade Surda e Ouvinte, dentro do VAI (programa de Valorização às Iniciativas Culturais). Neste projeto, ensinou dramaturgia para alunos surdos na EMME Madre Lucie Bray.

Criou o espetáculo infantil O Coelho que Pensa Pedro, com a Cia2Nós, dirigido por Victor de Seixas e apresentado no Centro Cultural São Paulo, em comemoração ao dia das crianças, em escolas regulares, especiais e inclusivas.

Rimar fez de vinheta de classificação de faixa etária em Libras para a TV Ideal, da Editora Abril.

Foi entrevistado por Britto Junior, ao lado de Sueli Ramalho, no programa Entrevista Imprevista, da Record News. Falou de seu trabalho como ator e apresentou no programa uma adaptação de poesia visual que criou do Hino Nacional.

Atualmente, está mestrando do Curso de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (UFSC).


Coral De Surdos Da Escola Helen Keller – Caxias Do Sul – RS

ESCOLA MUNICIPAL ESPECIAL DE ENSINO FUNDAMENTAL HELEN KELLER

A escola atende surdos desde o momento em que é diagnosticada a surdez até o 9º ano do Ensino Fundamental. Além disso, é proposto um trabalho de Ações Pedagógicas para alunos com múltiplas deficiências associadas à surdez. Atualmente, é a única escola na região nordeste do Estado, que trabalha com a Educação de Surdos. Portanto, atende alunos provenientes de vários bairros, distritos e de outros municípios.

O Surdo é membro de uma minoria lingüística e cultural, tendo possibilidades de desenvolvimento semelhante a qualquer outra pessoa desde que seja respeitada a sua forma de comunicação, a Língua Sinais.

A aprendizagem e o desenvolvimento desta Língua lhe garante o desenvolvimento cognitivo, linguístico e afetivo. Acreditamos que o Surdo tem o direito de manter sua identidade lingüística e cultural, bem como  ode frequentar uma escola, onde possa fazer uso de sua Língua natural e conviver com seus pares.

Atualmente, a Escola conta, além dos professores, com Instrutores Surdos, coordenação pedagógica, assistência social, serviço psicológico, entrada de alunos, estagiários também surdos, monitores, secretários, merendeiras e serviçais.

Equipe de Eventos ICS
http://www.consultorsocial.org.br
@consultorsocial
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